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“Antes de nos matar a gente mata eles”: esquerda faz ato em Florianópolis após feminicídio

O caso de Catarina segue sob investigação, e o assassino confesso Giovane Correa Mayer permanece preso preventivamente.

“Antes de nos matar a gente mata eles”: esquerda faz ato em Florianópolis após feminicídio
Foto: Reprodução
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Florianópolis recebeu nesta terça-feira (25) uma série de manifestações convocadas por coletivos feministas e estudantis após o assassinato de Catarina Kasten, de 31 anos, morta na trilha do Matadeiro.

Os atos ocorreram no Centro da cidade e reuniram estudantes, movimentos ligados à esquerda, representantes de entidades acadêmicas e familiares de vítimas de violência contra a mulher.

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O clima foi de forte indignação e cobrança por políticas públicas. Em diferentes falas registradas durante o ato, manifestantes questionaram a atuação do Estado na prevenção à violência, criticaram a estrutura de segurança pública e apontaram que o caso de Catarina se somaria a outros episódios de feminicídio em Santa Catarina.

Durante os discursos, integrantes de movimentos alinhados à esquerda associaram o crime à falta de investimentos em proteção às mulheres. Uma das falas mais repercutidas destacou que, segundo o movimento, políticas voltadas à segurança feminina seriam insuficientes e que o Estado não estaria priorizando essa área. A manifestação também fez críticas ao governo estadual, mencionando temas como alocação de recursos, gastos públicos e estrutura de atendimento às vítimas.

Parte das falas utilizou tom mais radical, defendendo maior organização de grupos populares e cobrando ações diretas para pressionar autoridades. Em determinados momentos, algumas participantes fizeram declarações duras contra o sistema político e econômico, interpretando a violência contra a mulher como uma consequência estrutural.

Cartazes, faixas e discursos reforçaram pedidos de justiça, políticas de proteção, fortalecimento de delegacias especializadas e ações preventivas. Entidades como o Diretório Central dos Estudantes da UFSC e coletivos feministas apresentaram dados que relacionam a escalada da violência com a necessidade de políticas permanentes de enfrentamento ao feminicídio.

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O caso de Catarina segue sob investigação, e o assassino confesso Giovane Correa Mayer permanece preso preventivamente.

O ato encerrou com um pedido unificado das organizadoras: que a morte de Catarina não seja tratada como um episódio isolado e que o tema da violência contra a mulher continue ocupando espaço público até que medidas concretas sejam implementadas.

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