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Professores reclamam de “prova impossível” em concurso para escolas de SC: “me senti um ET”

Candidatos dizem que as questões fugiram do edital e classificam a prova aplicada no domingo como impossível. FURB e SED não se manifestaram.

Professores reclamam de “prova impossível” em concurso para escolas de SC: “me senti um ET”
Foto: Reprodução
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Milhares de candidatos ao concurso da educação de Santa Catarina usaram as redes sociais nesta segunda-feira para criticar a prova aplicada no último domingo, dia 24, com a queixa de que as questões teriam fugido do conteúdo previsto no edital.

Organizado pela FURB para a Secretaria de Estado da Educação (SED), o certame é um dos maiores já realizados no estado. São cerca de 10 mil vagas para professores e cargos administrativos, com mais de 154 mil inscritos. As provas objetivas foram aplicadas em diversas cidades catarinenses.

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O que dizem os candidatos

Logo após deixarem os locais de prova, candidatos relataram a mesma sensação. Disseram que estudaram o edital e foram surpreendidos por questões longas, confusas e, segundo eles, sem relação com o que havia sido divulgado. “Não estava nem difícil, estava inexecutável”, escreveu uma candidata.

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“Achei que estava fazendo prova pra juiz federal”, comentou um participante. Outro relatou ter perdido o ritmo durante a avaliação: “Quando chegava nas respostas, não lembrava mais das perguntas”. Vários classificaram a experiência como humilhante.

Parte dos relatos levanta a suspeita de que as questões teriam sido geradas por inteligência artificial. Como indício, candidatos citam a repetição da expressão “à luz de” em “quase todas” as questões, além de supostos erros de português nos enunciados. Não há confirmação de que ferramentas de IA tenham sido usadas na elaboração da prova.

“Questões vazias, sem base teórica nenhuma. Não tinha lei, não tinha teorias. Questões baseadas em situações hipotéticas, com várias possíveis respostas”, resumiu uma das candidatas.

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Críticas divididas

Nem todos concordam com o alvo das críticas. Para alguns, a responsabilidade é da banca: “quem elaborou as questões foi a FURB”, ponderou uma candidata, ao defender que as reclamações deveriam ser dirigidas a quem montou a prova. Outros cobram a SED, sob o argumento de que o órgão contrata e fiscaliza a banca, e afirmam que não seria a primeira vez que pedem a substituição da empresa.

As queixas não se restringiram aos professores. Candidatos a cargos administrativos, de informática, de orientação educacional e de áreas como Libras também relataram dificuldades. Um grupo pediu formalmente à banca que a média mínima de aprovação caia de 6,0 para 5,0.

Próximos passos

De acordo com o cronograma, os cadernos de questões e o gabarito preliminar seriam divulgados nesta segunda-feira, dia 25, no site da FURB. Os candidatos podem apresentar recursos nos dois dias seguintes. O resultado, com o gabarito definitivo, está marcado para 18 de junho.

Até a publicação desta reportagem, a FURB e a Secretaria de Estado da Educação não haviam se manifestado sobre as reclamações. O espaço segue aberto para posicionamento.

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