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“Não é só um colégio, é um projeto de vida”: famílias se mobilizam para salvar Colégio Policial Militar em SC

Sem sede própria e sem prazo para início das obras, o Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires pode não abrir as turmas de 6º e 9º ano em 2027. Pais que tiraram filhos de escolas particulares para apostarem no modelo militar convocam autoridades para reunião no dia 25 de maio.

“Não é só um colégio, é um projeto de vida”: famílias se mobilizam para salvar Colégio Policial Militar em SC
Foto: Reprodução
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Uma comunidade inteira que apostou no Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires — o CFNP — agora se une para lutar pela sobrevivência da escola. O motivo é concreto: sem sede própria e sem previsão de início das obras, a unidade de Jaraguá do Sul corre o risco de não abrir as turmas de 6º e 9º ano no ano letivo de 2027, o que, na prática, comprometeria a continuidade de todos os alunos atualmente matriculados.

A mobilização ganhou corpo nas últimas semanas a partir de um alerta circulado por pais e responsáveis. O empresário Everton Carlos, pai de aluno da unidade, registrou um vídeo pedindo apoio. “Recentemente nós fomos comunicados que não temos cronograma para a nova obra, que possivelmente no próximo ano não teremos novas turmas e, consequentemente, não podemos evoluir com as turmas atuais”, afirmou. Segundo ele, a informação foi repassada em reunião da Associação de Pais e Professores da escola.

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O CFNP de Jaraguá do Sul funciona desde o início de 2024 de forma compartilhada com o Colégio Darci Frank Welke, na Rua Ricardo Ottokar Hruschka, no bairro São Luís. Conforme apurado pelo Jornal Razão, a unidade atende hoje cerca de 210 alunos, com modelo de crescimento progressivo que prevê turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, futuramente, do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, com expectativa de atingir 500 estudantes. Para isso, a escola precisaria de uma sede própria que ainda não tem data para ser construída.

A crença no projeto

Para os pais, o que está em jogo vai além da burocracia. Everton Carlos resume o sentimento de quem viveu a mudança na prática: “Interfere em toda uma comunidade que acredita, que luta, que tirou os seus filhos de colégios particulares e municipais a partir de todo um processo de sorteio e está percebendo a diferença no nível de ensino.” Ele relata que há crianças que deixam as casas às 10 horas da manhã e só retornam às 20 horas, percorrendo longos trajetos para estudar na unidade.

“São várias famílias, diretas, indiretas, profissionais, que acreditam no projeto, que mudaram suas vidas. Todos estamos acreditando no projeto, nós precisamos do apoio agora de toda a comunidade e das autoridades”, reforçou.

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Sem sede e sem prazo

O problema não é novo. Em 2024, uma polêmica semelhante já havia se instalado quando a presença do colégio militar no espaço compartilhado gerou temor de fechamento da escola estadual parceira. Na época, a Secretaria de Estado da Educação confirmou que o programa militar continuaria no prédio até 2026, prazo que agora se encerra.

Conforme o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Emerson Fernandes, há um terreno indicado para a futura sede, doado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul. Porém, a transferência oficial ainda depende de votação na Câmara de Vereadores, e a obra em si depende de recursos que ainda não foram captados, entre emendas parlamentares e investimentos privados. “Hoje, temos um terreno e estamos aguardando investimentos através de emendas parlamentares, investimentos locais, privados, para que a gente possa construir uma unidade própria”, disse o comandante-geral.

Reunião no dia 25

Com a reunião marcada para a próxima segunda-feira, 25 de maio, às 9 horas, no Auditório do próprio CFNP, na Rua Ricardo Ottokar Hruschka, 101, bairro São Luís, Jaraguá do Sul, a comunidade pede presença em massa de autoridades, imprensa e famílias. O objetivo é apresentar as dificuldades enfrentadas pela unidade e cobrar uma solução definitiva para a continuidade da escola.

Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Estado da Educação e o Comando do 12º CRPM não haviam se manifestado sobre o risco de interrupção das atividades para 2027. O Jornal Razão aguarda retorno das instituições.

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