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Patinetes “azuizinhos” voltam a lotar calçadas de Balneário Camboriú e empresa acumula 135 reclamações sem resposta

Meses após a prefeitura recolher cerca de 700 equipamentos da JET, leitores voltam a relatar patinetes largados nas calçadas de Balneário Camboriú. No Reclame Aqui, um perfil da empresa acumula 135 reclamações com 0% de respostas.

Patinetes “azuizinhos” voltam a lotar calçadas de Balneário Camboriú e empresa acumula 135 reclamações sem resposta
Foto: Reprodução
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Os patinetes elétricos azuis, apelidados de “azuizinhos” pela população, voltaram a incomodar moradores de Balneário Camboriú. Meses depois de a empresa JET ter centenas de equipamentos recolhidos pela prefeitura por operar sem credenciamento, leitores voltam a registrar a mesma cena que motivou as apreensões: patinetes amontoados em estações, deixados sobre calçadas e largados em qualquer canto.

A reclamação chega num momento em que a empresa, ao menos no papel, já está regularizada. A Prefeitura de Balneário Camboriú vem tentando reorganizar o serviço. Em 2025, o município instituiu lei, publicou decretos, lançou o credenciamento e concedeu autorização de uso a duas empresas, cada uma autorizada a operar com até 500 equipamentos, 50 estações virtuais e participação nas 30 estações físicas. No dia 3 de junho, a BC Trânsito concluiu a implantação das vagas exclusivas de estacionamento previstas no contrato com as credenciadas.

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Mesmo assim, as queixas voltaram. Segundo relatos enviados ao Jornal Razão, os equipamentos estariam sendo deixados em número acima do permitido por estação e abandonados nas vias, sem recolhimento pela empresa. “Sem contar que deixam jogadas em qualquer lugar, parecendo terra de ninguém”, escreveu um morador.

A fiscalização do município sobre o serviço não é nova. No início do ano, em ação conjunta do Departamento de Fiscalização de Atividades Urbanas com a BC Trânsito, a prefeitura chegou a recolher cerca de 700 patinetes da JET. À época, a empresa havia perdido a autorização especial para operar por obstrução de passeios públicos e ausência de credenciamento, e estima-se que mais de 1.500 equipamentos tenham sido espalhados irregularmente pela cidade. O diretor de Fiscalização de Atividades Urbanas, Artur Gayer, afirmou que a empresa irregular contava à época com menos de dez funcionários, número considerado insuficiente para recolher e reorganizar os patinetes em circulação.

Histórico de reclamações de consumidor

O incômodo com os “azuizinhos” em Balneário Camboriú se soma a um histórico de queixas de consumidores espalhadas pelo Brasil. No Reclame Aqui, um dos perfis da empresa, registrado como “jet brasil”, aparece com a reputação classificada como “não recomendada”. Conforme a plataforma, esse perfil recebeu 135 reclamações no período de 1º de outubro de 2025 a 31 de março de 2026, com 0% respondidas e 117 manifestações aguardando retorno.

As reclamações seguem um padrão que se repete em estados como Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Ceará. A queixa mais comum é a de cobrança indevida. Há relatos de clientes que pagaram por corridas, viram o patinete parar de funcionar no meio do trajeto e mesmo assim continuaram sendo cobrados.

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Também aparecem queixas de cobrança de assinaturas que os clientes dizem nunca ter contratado, muitas vezes lançadas no cartão com o nome “Urentcar”. Em um dos casos, uma consumidora relata ter sido cobrada por meses seguidos em valores de R$ 14,99 após usar o serviço uma única vez, e afirma ter recebido reembolso de apenas um mês. Vários relatos mencionam dificuldade para encerrar a corrida e a intenção de acionar o Procon e a Justiça.

A prefeitura de BC, assim como as administrações de outras cidades em Santa Catarina, mantém o entendimento de que cabe às empresas credenciadas manter equipes suficientes para recolher e reorganizar os equipamentos, e que a fiscalização segue ativa. A reportagem não obteve, até a publicação, posicionamento da JET sobre as novas reclamações em Balneário Camboriú. O espaço segue aberto.

Procurado pela imprensa em ocasiões anteriores, o município reforçou que o credenciamento continua aberto e que as empresas devem cumprir integralmente as regras para se manter em operação.

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