Os 502 metros de trilho que fizeram gerações de visitantes gritarem em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina, simplesmente não existem mais. A estrutura antiga da Fire Whip, uma das atrações mais procuradas do Beto Carrero World, foi inteiramente desmontada, e no lugar dela já subiram 40% dos trilhos novos. A montanha-russa está no meio de uma reforma de R$ 24 milhões e tem data marcada para voltar a rodar: setembro deste ano.
A atualização do cronograma foi divulgada pelo próprio parque em um vídeo nas redes sociais. Nas imagens, a equipe responsável pela obra mostra que a remoção completa dos trilhos antigos foi concluída e que a montagem da nova estrutura segue em ritmo acelerado, sem interrupção.

Trilho novo do começo ao fim
A intervenção principal está justamente no percurso. Todos os 502 metros de trilhos estão sendo trocados em um processo chamado retracking, que é a substituição integral da via por onde os carrinhos correm. É o tipo de obra que não muda o desenho da atração, mas refaz do zero a superfície que o visitante sente no corpo durante o passeio.
Segundo o parque, a renovação preserva o que consagrou a Fire Whip entre os frequentadores mais radicais: a velocidade, as inversões e a adrenalina do trajeto. A promessa é que o passeio fique mais suave e confortável, sem os solavancos que o desgaste natural de quase duas décadas foi acumulando na estrutura antiga.

O pacote de modernização vai além dos trilhos. A atração vai receber freios magnéticos e uma nova plataforma de automação desenvolvida na Holanda, tecnologia que controla o funcionamento do brinquedo de ponta a ponta. Ao todo, 194 toneladas de novos equipamentos estão sendo incorporadas à montanha-russa.
Fila mais rápida
Outra mudança mexe diretamente na rotina de quem enfrenta a fila. O sistema de armários será substituído, e os novos ficarão na entrada da estação, permitindo que o visitante guarde os pertences antes do embarque. Hoje, esse acerto acontece mais perto dos carrinhos, o que trava o fluxo. Com a alteração, o acesso deve ficar mais rápido e a fila, mais fluida.

Segundo o diretor de Operações do Beto Carrero World, Dirceu Herkenhoff, o objetivo da reforma é preservar a experiência que consagrou a Fire Whip, com melhorias no conforto durante o percurso.
A última de Beto Carrero
Inaugurada em 2008, a Fire Whip carrega um peso simbólico dentro do complexo: foi a última montanha-russa adquirida por Beto Carrero, fundador do parque. Ao longo de quase vinte anos, virou um dos cartões de visita do lugar e uma das atrações que mais aparecem na lista de prioridades de quem chega em Penha disposto a encarar adrenalina.
Para dar conta do cronograma, cerca de 140 profissionais estão distribuídos em três turnos de trabalho. A obra não para, e é esse ritmo que sustenta a meta de setembro.

Antes de receber o primeiro visitante, porém, a montanha-russa ainda vai passar por mais de 160 horas de testes e simulações. A bateria inclui operações sem passageiros e rodadas com cargas equivalentes à capacidade máxima dos carrinhos, para checar o comportamento da estrutura sob peso real.
Enquanto isso, a Fire Whip segue fechada e fora da lista de atrações disponíveis no parque. A reabertura está prevista para setembro, com o restante dos trilhos ainda a ser montado e a fase de testes pela frente.





















