Cem câmeras com leitura de placas e reconhecimento facial devem passar a vigiar 24 horas por dia a faixa que vai do Estaleirinho às Laranjeiras, no litoral sul de Balneário Camboriú. É a primeira etapa de um projeto de segurança que quer triplicar esse número, chegando a 300 câmeras, em até dois anos e mira uma meta alta: transformar a região em uma das mais seguras do país.

Os equipamentos previstos são capazes de identificar placas de veículos e reconhecer rostos em tempo real, com funcionamento ininterrupto e possibilidade de integração direta com as forças policiais. A proposta é montar uma espécie de cerco eletrônico sobre a orla e os acessos da região, acompanhando a movimentação de veículos e pessoas em pontos estratégicos.
A rede começa com 100 câmeras e a meta anunciada é chegar a 300 equipamentos em até dois anos. A decisão de tocar o projeto foi tomada na primeira reunião de conselho da Agência Interpraias de Desenvolvimento Sustentável, realizada na terça-feira (14).

Responsável pela iniciativa, a Interpraias reúne moradores, empresários e proprietários da região e obteve recentemente o CNPJ, além de começar a abrir uma conta bancária para viabilizar a arrecadação e a execução do projeto. A entidade não detalhou o valor do investimento nem o cronograma de instalação das primeiras câmeras.
Para o conselheiro Thomas Fischer, o formato coletivo é o que viabiliza uma estrutura desse porte. “A Interpraias tem atributos ambientais e urbanísticos próprios, mas também demandas que precisam ser enfrentadas de forma coletiva. A Agência cria condições para reunir informações técnicas, recursos privados e diálogo com o poder público em torno de projetos que beneficiem toda a região”, afirmou.

Na mesma reunião, o conselho também definiu a contratação de um diagnóstico socioambiental da região, que será elaborado pela empresa Ecolibra e doado à Prefeitura de Balneário Camboriú. O plano de trabalho da agência inclui ainda propostas para acessos, orlas, mirantes, sinalização e pontos de ônibus.
Com o CNPJ obtido e o primeiro conselho reunido, o próximo passo é sair do papel. Ainda não há data confirmada para a instalação das 100 câmeras da etapa inicial.






















